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2 de março de 2016

Devaneio Nerd #3: Você Já Abraçou Um Editor Hoje?


“Se a impressão é a arte negra, o design de livro pode ser a arte invisível.” – Richard Hendel

Ultimamente ando pensando bastante no produto livro, sempre gostei de ler, nem sempre gostei dos ditos “clássicos”, antes da faculdade a obra mais complexa que havia lido por fruição foi O Senhor dos Anéis. O gosto por Machado de Assis, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa veio com a faculdade, com leituras orientadas e um amadurecimento meio forçado, mas muito valioso.

Mesmo tendo uma relação com o livro enquanto conteúdo, nunca refleti sobre a importância de uma boa tipografia, de uma boa impressão e de um design bem pensado. Em minhas reflexões, me deparei com o fato de que não se pode fazer um bom livro apenas com uma boa história, percebi a importância de um design que complete a obra, uma tipografia que também ajude a expressar e compor a obra e não pense somente na leiturabilidade e na legibilidade, de uma impressão que componha um elemento que aumente a imersão do leitor na obra e, por fim, um design bem pensado de um artista que conheça de fato a obra e seu autor, essa construção tem que resultar em uma verdadeira obra de arte, um livro que não é “apenas” uma boa história, mas uma experiência imersiva, algo que se possa saborear com vários sentidos.



2 de junho de 2015

DEVANEIO NERD #2: A EFÊMERA, PORÉM INTENSA VIDA DE ÁLVARES DE AZEVEDO



(Álvares de Azevedo)











“A luz que brilha com o dobro da intensidade brilha metade do tempo” – Tyrell (Blade Runner)

Gostaria de falar um pouco sobre a vida de Álvares de Azevedo, um poeta do romantismo que gosto bastante porque, além de ter sido importantíssimo na história da formação literária brasileira, era a encarnação das concepções poéticas românticas.

Pra começar, gostaria de fazer uma pequena introdução sobre o romantismo e sobre como esse movimento artístico chegou ao Brasil. A escola romântica surgiu no século XVIII trazendo grande mudança em relação à escola anterior, o neoclassicismo (ou arcadismo), a grande diferença entre as duas nos é esclarecida por José Luís Jobim; “Enquanto no Arcadismo havia uma atitude de seguir as normas neoclássicas, no Romantismo não há preocupação em seguir nenhuma regra ou modelo anterior”, é perceptível que o romantismo é extremamente marcado pelo rompimento com as normas e modelos neoclássicos.

O romantismo chegaria ao Brasil no início do século XIX, momento em que o país estava passando pelo desenvolvimento da sua identidade nacional, intensificado pelo processo de independência no ano de 1822. Daí surgiria toda uma geração de autores e intelectuais brasileiros que transformaram o nacionalismo literário em um movimento, influenciando o que o teórico literário José Emílio Major Neto definiria como a “maturidade civilizatória” do país.