“Se a
impressão é a arte negra, o design de livro pode ser a arte invisível.” – Richard Hendel
Ultimamente ando pensando bastante no produto livro, sempre
gostei de ler, nem sempre gostei dos ditos “clássicos”, antes da faculdade a
obra mais complexa que havia lido por fruição foi O Senhor dos Anéis. O gosto
por Machado de Assis, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa veio com a faculdade,
com leituras orientadas e um amadurecimento meio forçado, mas muito valioso.
Mesmo tendo uma relação com o livro enquanto conteúdo,
nunca refleti sobre a importância de uma boa tipografia, de uma boa impressão e
de um design bem pensado. Em minhas reflexões, me deparei com o fato de que não
se pode fazer um bom livro apenas com uma boa história, percebi a importância
de um design que complete a obra, uma tipografia que também ajude a expressar e
compor a obra e não pense somente na leiturabilidade e na legibilidade, de uma
impressão que componha um elemento que aumente a imersão do leitor na obra e,
por fim, um design bem pensado de um artista que conheça de fato a obra e seu
autor, essa construção tem que resultar em uma verdadeira obra de arte, um
livro que não é “apenas” uma boa história, mas uma experiência imersiva, algo
que se possa saborear com vários sentidos.

